Avisos

Culto Mensal de Ação de Graças – 04/2008

Significado das Oferendas

Através das oferendas, simbolizadas por alimentos, dados a nós pela Grande Natureza, provenientes da montanha, do campo, do rio e do mar, expressamos afetuosamente o nosso mais sincero sentimento de gratidão a Deus.

Esta cerimônia evidencia também a real importância do valor da vida e da Luz de Deus, a autêntica essência da energia espiritual, que nos sutenta, protege e eleva.

Objetivo

O culto mensal de Ação de Graças do Templo Luz do Oriente é oficiado no primeiro domingo de cada mês, em agradecimento pelas dádivas que diariamente recebemos.

É também a oportunidade para pedirmos a Deus e Meishu Sama força e coragem a fim de podermos dedicar-nos com amor à concretização do Plano de Deus na Terra, tornando-nos instrumentos cada vez mais puros de canalização do Johrei.

A intensidade da Luz que envolve nossas almas, neste dia, tem um poder infinitamente amplo manifestado em sublimes vibrações de harmonia, verdade e justiça.

É pois, muito importante, nesta data, a participação devota e irrestrita de todos os membros e frequentadores.

Fotos

Salmo

Chijootengoku

Sasayakana
katanishi aredo tengoku wa
iyoyo umareru kanrei no he ni.

 

Shizenbi to
jinkoobi2 yoku machi3 shite
bi no tengoku no sono ware tsukurinu.

 

Shin zen bi
matsutaki miyo wo tsukuran to
hi ni yo ni kokoro wo kudaku ware kamo.

 

sasayakana – lê-se / sassayakana /
2 jinkoobi – lê-se / djinkoobi /
3 machi – lê-se / matchi /

 

 

Reino do Céu na Terra

Embora sendo
uma pequena forma, nasceu na montanha
o protótipo do Reino do Céu na Terra.

 

Harmonizando
beleza natural e artificial,
criei o belo jardim do Reino do Céu na Terra.

 

Quebrando estou
meu coração. Dia e noite, tento criar
um mundo pleno de Verdade, Bem e Beleza.

Ensinamento

Palestra de Meishu Sama

Minha Identificação com o Príncipe Shotoku

(proferida em 26 de dezembro de 1953)

 

Ao comparar a construção do Templo Houryu com a do Templo Messiânico que estou edificando em Atami, noto uma semelhança bastante interessante entre ambas: as medidas da Torre do Templo Houryu são bem precisas ─ e era uma característica do príncipe Shotoku (574-622) essa intuição no tocante às construções que realizava. Orientava arquitetos e trabalhadores quanto às medidas pretendidas por ele, e foi assim que se deu a edificação da Torre do Templo Houryu.

Mesmo hoje em dia, dispondo-se da mais avan¬çada e moderna tecnologia arquitetônica, não se consegue edificar uma obra com tanta precisão e, inclusive, de beleza tão rara quanto essa realizada pelo príncipe Shotoku. No ano passado, quando fui visitá-la, dispunha de bastante tempo e, então, pude apreciá-la com calma. Foi quando constatei que, realmente, tudo nela é perfeitamente harmônico: suas medidas, altura, distância entre cada um dos andares e a curvatura do telhado. Não há absolutamente nada a ser criticado. É perfeita! Na verdade, como sempre costumo comentar, o príncipe Shotoku foi uma das minhas encarnações anteriores e, por isso, o que estou fazendo agora assemelha-se bastante ao que ele realizou.

Próximo à Torre construída em Nara, há um Templo denominado “Yumedono” (“yume” quer dizer “sonho” e “dono” significa “casa ou palacete”. Portanto, “Yumedono” corresponde a “Palácio dos Sonhos”). Nesse palácio, encontra-se uma imagem de Guse Kannon (guse= salvar; messias), que seria o mesmo que Meshiya Kannon. Inclusive, o príncipe Shotoku havia profetizado que, no futuro, renasceria como Guse Kannon. Quando ainda era vivo, Shotoku residia no Palácio Yumedono e, após a sua morte, foi colocada, nesse local, uma estátua de Guse Kannon, em tamanho natural. E as pessoas que cuidavam do Templo Yumedono mantiveram-na envolta em um tecido branco e trataram-na com a maior reverência, como se fosse um “Buda secreto”, durante cerca de 1.300 anos.

As medidas do Templo Messiânico são bem precisas, assim como as do Templo Houryu, construído pelo príncipe Shotoku, propagador do Budismo no Japão. Na cidade de Nara, Shotoku deu início à Arte do Budismo, ou seja, se utilizou da arte, do belo, para propagar essa religião. Para isso, valeu-se de estátuas, pinturas, jardins e construções de templos de magnífica beleza arquitetônica.

Pretendo fazer o mesmo bem que o príncipe Shotoku fez pelo Japão, só que, a nível mundial. Na época de Shotoku, o Budismo ainda era uma religião nova no Japão onde, até então, predominava o Xintoísmo. E, para difundir a Messiânica como uma nova religião, também vou me valer da arte e da beleza na construção de jardins, museus e em desenhos de imagens. Então, a diferença que se estabelece entre mim e o príncipe Shotoku é só uma questão relativa a tempo. Em sua época, Shotoku tomou por base o Budismo advindo da China e, usando de muita criatividade, deu início à expansão dessa religião, no Japão. Essa foi a base inicial do Budismo japonês, que acabou se expandindo pelo país todo. Então, em resumo, a Messiânica vai repetir os feitos do príncipe Shotoku, no Japão, só que, em caráter mundial.

Shotoku divulgou o Budismo, enfocando, principalmente, o despertar da sabedoria, para tornar os homens seres iluminados. Entretanto, não procurou dar um enfoque especial à cura de doenças, muito menos a prática da Agricultura da Grande Natureza. Porém, no meu caso, não vou me valer só de pregações, mesmo porque isso já foi suficientemente feito por meus antecessores. Pregações já não são mais tão necessárias, além do fato de não serem suficientes em si mesmas para levar à salvação. Por isso, é que eu ensino como solucionar os problemas decorrentes de sofrimentos gerados por doenças, pobreza e conflitos. Entretanto, no tocante à questão de construções arquitetônicas, há muita semelhança entre as obras do príncipe Shotoku e as minhas.

Estudos acadêmicos e científicos que se valem de leis matemáticas aplicadas à engenharia concluí¬ram que as construções que faço são absolutamente precisas. No entanto, meus feitos tomam por base a sabedoria divina. Tudo o que executo me vem à mente em relances, na hora certa para isso: a altura do teto de uma obra, as dimensões de um Templo, etc. É preciso sentir o que seria correto, exatamente no momento em que se idealiza a obra, já que a construção de um Templo difere bastante da de um teatro, por exemplo. Em locais de grande circulação de pessoas, uma construção deverá transmitir, além de uma atmosfera de reverência, uma sensação agradável para todos, fazendo com que se sintam bem, devido à própria harmonia e beleza do local. E, quando penso nas condições necessárias para algum lugar, elas surgem em minha mente, natural e instantaneamente. Então, basta que eu transmita aos construtores as medidas ideais da obra a ser realizada.

Em Atami, o Templo que estou construindo tem o teto arredondado e, ao adentrarem esse local, as pessoas já sentem que essa é a forma ideal para ele. Quanto às dimensões das colunas, por exemplo, assim que olhei a maquete, intuí quais as proporções a serem seguidas. Falei sobre as medidas que deveriam ter e, inclusive, elas até chegaram a ser comprovadas matematicamente por um arquiteto, logo depois de as colunas terem sido levantadas. Tais cálculos demorariam uns dois meses para serem realizados, mas eu demorei apenas cinco minutos para fazê-los.

A lógica científica progride passo a passo, mas pode levar anos até chegar a conclusões definitivas. No entanto, tudo o que eu faço é rápido. Então, para mim, o tempo necessário a ser despendido em cálculos é algo que ocorre instantaneamente. Chego à conclusão das medidas corretas de uma obra na hora, já que, em primeiro lugar, consigo visualizá-la em sua fase final de construção. E o mesmo se dá em relação à cura de doenças: os resultados que os médicos não conseguem obter em anos de trabalho, em pouco tempo, através do Johrei, eu consigo.

 

Nota do tradutor: o Templo de Atami, citado por Meishu Sama, foi construído entre 1953 e 1955. Seu acabamento não chegou a ser finalizado, pois, em 1955, deu-se o falecimento do Mestre. Lamenta¬velmente, esse Templo foi demolido logo após o Goshoten de Meishu Sama e, em seu lugar, foi construído um outro.

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