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Sinceridade

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A palavra “simpatia”, quando pronunciada, causa uma sensação agradável no coração de quem a ouve. Meditando sobre esse fato, podemos dizer que transmiti-la espontaneamente ao próximo é muito importante; proporciona ao mundo um ambiente tranquilo. Com efeito, a atmosfera simpática emanada das pessoas poderia não somente mudar o destino individual, mas também o de toda a coletividade.

Quando encontramos alguém que desperta em nós emoções causadoras de prazer, sentimos bem-estar e uma agradável impressão de liberdade. Esse sentimento se expande de pessoa para pessoa, podendo finalmente formar uma sociedade aprazível, com astral elevado. As questões difíceis de serem solucionadas, especialmente os conflitos e a criminalidade, poderiam, dessa forma, ir desaparecendo aos poucos e começaria, então, a surgir o Paraíso.
Tentar, porém, criar simpatia de uma forma superficial, somente na aparência, traria um efeito temporário apenas. Para ser permanente, é necessário muito sentimento de makoto* nascido no fundo do coração. Em suma: vivenciar a essência do amor altruístico cuja raiz está na alma.

Para elucidar meu pensamento, vou relatar o que ocorre comigo.
Sinto-me constrangido de falar de mim mesmo. Desde a minha juventude, porém, ao encontrar qualquer pessoa, nunca ocorrem fatos que as leve a se indispor comigo ou a me acharem antipático. Pelo contrário: a minha presença gera prazer e afabilidade. Suponho estar essa reação ligada à minha conduta de sempre colocar o próprio benefício ou os meus interesses pessoais em plano secundário e procurar somente satisfazer e contentar os outros. Tal maneira de ser não advém de razões moralistas ou de preceitos religiosos. São sentimentos que brotam espontaneamente de dentro de mim. Em suma, constituem a essência da minha natureza. Em outros termos, o fato de sempre me preocupar com a felicidade alheia tornou-se uma espécie de hobby na minha vida. Observando-me, as pessoas dizem que tenho um dom privilegiado, e eu realmente acredito nessa afirmação. Aliás, após ter iniciado a minha missão, essa postura se acentuou ainda mais em mim.

Por isso, toda vez que me deparo com o sofrimento de um doente, não consigo ficar insensível. Imediatamente, peço permissão a Deus para curá-lo. Ao ministrar Johrei com um pensamento tão nobre, o enfermo sara e me agradece. A alegria daí decorrente se reflete no meu coração e eu me sinto feliz.

 

Meishu Sama – Evangelho do Céu III – Reino Divino , p. 214 – Lux Oriens Editora

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